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Norte resiste ao impacto da pandemia na economia. Aumento do desemprego na região abaixo da média nacional

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O número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aumentou 22,1%, em Abril, em comparação com o período homólogo. A região Norte foi a que melhor resistiu ao impacto da crise no Continente, com um aumento do número de desempregados inscritos de 14,1% em termos homólogos.

Os dados divulgados esta quarta-feira pelo IEFP mostram o brutal impacto provocado pandemia na economia, com o número de pessoas inscritas nos centros de emprego de todo o país disparar no mês a seguir ao primeiro estado de emergência.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo IEFP, o número de desempregados inscritos no IEFP subiu para 392.323, um aumento de 22,1% face a igual período do ano passado, ou seja, mais 71 083 pessoas sem emprego.

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Em relação Março, o número de desempregados inscritos também subiu, observando-se um crescimento de 14,1% (mais 48.562 pessoas).

“Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”, refere.

A nível regional, segundo o IEFP, no mês de Abril, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com excepção da Região Autónoma dos Açores.

Os dados do IEFP permitem perceber quais os sectores e regiões mais afectadas pelo impacto da pandemia. Há sinais que apontam para um sector em particular, com impacto numa região: o turismo e o Algarve, respectivamente.

De acordo com a informação referente ao mês de Abril, a região do Algarve foi a mais castigada pela paragem com um aumento homólogo do desemprego com mais 123,9% de desempregados. Mais de 14 mil pessoas inscreveram-se nos centros de emprego. Este aumento estará relacionado com a prevalência do turismo e imobiliário.

A região Norte foi a que melhor resistiu ao impacto da crise no Continente, com um aumento do número de desempregados inscritos de 14,1% em termos homólogos, seguindo-se a região Centro com 16,4%, ambas abaixo da média.

Também nestes casos, a explicação pode estar no facto de serem regiões com uma forte componente industrial, com muitas empresas a manterem a laboração, mesmo que parcial.

Nos Açores, por seu turno, o número de desempregados inscritos recuou 6,2%, sendo a única região do país a verificar uma descida. A Madeira a registar uma subida muito ligeira (1,5%).

SECTORES

Considerando a actividade económica de origem do desemprego, dos 342.484 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 71,7% tinham trabalhado em actividades do sector dos serviços, com destaque para as actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (29,4%).

O sector secundário, por seu turno, foi responsável por 22,1% dos desempregados inscritos no IEFP em Abril, com especial relevo para a construção (7,2%).

Ao sector agrícola pertenciam 4,3% dos desempregados.

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