O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, anunciou esta sexta-feira, em Guimarães, que 2026 assinala a primeira participação de helicópteros da Força Aérea Portuguesa no combate aos incêndios rurais, considerando que esta medida representa um reforço significativo da capacidade de resposta aos fogos florestais.
À margem do evento “Espaço: conhecimento, defesa e economia”, realizado no Centro Cultural Vila Flor, no âmbito do programa associado ao Conselho de Ministros, o governante destacou a estratégia conjunta desenvolvida entre vários ministérios para melhorar a eficácia operacional no combate aos incêndios.
Segundo Nuno Melo, a coordenação entre os ministérios da Administração Interna, da Defesa Nacional e da Agricultura tem permitido otimizar os recursos disponíveis num contexto de meios limitados. “A articulação tem sido impecável entre os diferentes ministérios, para que, num país com meios escassos e com múltiplas entidades a operar neste tipo de cenário, a coordenação seja a melhor possível e, desse ponto de vista, a eficácia seja maior”, afirmou.
O ministro explicou que a Defesa Nacional está a reforçar os seus meios operacionais, salientando que, pela primeira vez, helicópteros da Força Aérea estão empenhados em missões de combate aos incêndios rurais.
Nuno Melo revelou ainda que foi implementada uma estratégia operacional na Base Aérea de Monte Real, em Leiria, onde aeronaves P-3 Orion e C-295 realizam missões de vigilância e deteção precoce de incêndios.
De acordo com o governante, este sistema permite reduzir significativamente o tempo de resposta. “É possível empenhar imediatamente os helicópteros para o combate sem que tenham de percorrer toda a grande teia burocrática. Isso pode fazer a diferença entre atacar um incêndio numa fase inicial ou enfrentar um grande incêndio mais tarde”, sublinhou.
Questionado sobre a operacionalidade destes meios, Nuno Melo confirmou que os helicópteros já se encontram em funcionamento.
Além dos recursos aéreos, o ministro destacou também o contributo do Exército, através de dezenas de protocolos celebrados com autarquias locais, que permitem mobilizar militares para ações de vigilância, prevenção e apoio no terreno.
Segundo o governante, encontram-se igualmente empenhadas múltiplas patrulhas militares, incluindo elementos da arma de Engenharia e dos Fuzileiros, que percorrem diariamente o território nacional na deteção precoce de ignições.
“São milhares de efetivos”, afirmou Nuno Melo, reforçando que o objetivo passa por garantir uma resposta mais rápida e eficaz, minimizando a propagação dos incêndios e protegendo populações, bens e património florestal.



