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Nuno Melo quer que saia do congresso de Guimarães um CDS de “centro-direita moderno” e com militantes a pagar quotas

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O candidato à liderança do CDS-PP, Nuno Melo, quer um partido de “centro-direita moderno” e defende, na sua moção de estratégia global a apresentar ao congresso de Guimarães, em Abril, que os militantes devem pagar quotas para equilibrar a situação financeira.

O eurodeputado é o primeiro subscritor da moção “Tempo de Construir”, de 49 páginas, que defende que o “CDS não é um partido qualquer”, é um partido “fundacional do regime democrático”, e que o CDS “não acabou”, apesar dos resultados nas eleições legislativas que foram “trágicos e os piores da história”, afastando o partido do parlamento.

O presidente da distrital de Braga salienta na sua moção que o CDS-PP “governa sozinho seis autarquias com expressão no continente, Açores e Madeira, tem representação no Parlamento Europeu e integra os governos de ambas as regiões autónomas”.

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Apontando que para inverter o “ciclo negativo” é preciso “saber ler os sinais, interpretar com coragem o que falhou, alterar e corrigir o que tem de ser mudado”, o dirigente propõe-se a transformar o CDS-PP “num partido político de centro-direita moderno, formatado para os desafios do século XXI”.

O eurodeputado quer um partido de “ideias nítidas, bandeiras claras e quadros de primeira linha”, apontando que a “credibilidade e competência voltarão a ser marcas de água indeléveis”, e quer o CDS a tratar temas que “estão no epicentro das decisões europeias e condicionam o essencial da atribuição de fundos comunitários”, como o ambiente ou a economia digital.

Nuno Melo considera as próximas eleições para o Parlamento Europeu, em 2024, “uma autêntica prova de vida para o partido”, defendendo que o CDS deverá “apresentar uma candidatura própria”.

O objectivo é “relançar com força a ambição que em 2026 devolverá o partido à Assembleia da República, nas eleições legislativas”, salienta.

O candidato à liderança do CDS-PP alerta igualmente que o partido “terá de se reconstruir e reorganizar”, numa altura em que “os recursos financeiros foram drasticamente mutilados com a perda de subvenção parlamentar”.

Nuno Melo defende que “cada militante do CDS terá de assegurar o pagamento de quotas, como contrapartida para os direitos que essa condição garante, casos de eleger, ser eleito e participar na vida” do partido, sem adiantar um valor.

E propõe também a criação do estatuto de simpatizante, “sem a possibilidade de exercício daqueles direitos”.

Ainda no que toca à situação financeira do CDS-PP, o dirigente propõe na sua moção de estratégia global reuniões por meio digital “onde sedes do partido deixarem de poder ser pagas” e considera que “formas legais de angariação de fundos poderão amortizar parte” do passivo.

A moção contou com contributos de Isabel Galriça Neto, Ana Rita Bessa, Pedro Mota Soares, Nuno Magalhães, João Almeida, Diogo Feio, Paulo Núncio, Cecília Meireles, Luís Mira ou Hélder Amaral, entre outros.

O 29.º Congresso do CDS-PP vai decorrer nos dias 2 e 3 de Abril, em Guimarães.

Na reunião magna vai ser eleito o sucessor de Francisco Rodrigues dos Santos, que se demitiu da presidência do partido e não se recandidata, na sequência dos resultados eleitorais nas legislativas de 30 de Janeiro.

Além de Nuno Melo é também candidato à liderança o vogal da Comissão Política Nacional Miguel Mattos Chaves.

 

LEGENDA: 29.º Congresso do CDS realiza-se em Guimarães nos dias 2 e 3 de Abril

FOTO: Manuel Almeida

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