A recente onda de calor que assolou Portugal continental levou a que cerca de um terço das estações meteorológicas do país registassem ou superassem os seus máximos históricos de temperatura máxima para o mês de junho.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) revelou que, no domingo, Mora, no distrito de Évora, atingiu um novo extremo absoluto de 46,6°C para junho em Portugal continental. Este valor supera o recorde anterior de 44,9°C, registado em Alcácer do Sal em 17 de junho de 2017.
Ao todo, 31 estações meteorológicas alcançaram ou ultrapassaram os seus recordes. Além de Mora, destacam-se locais como Alvega, com 46°C, e uma vasta lista que inclui Alvalade, Coruche, Tomar, Pegões, Avis, Mértola, Santarém, Amareleja, Reguengos, Beja, Proença a Nova, Zebreira, Alcoutim, Estremoz, entre outras. Montalegre, por exemplo, registou 34,4°C, ultrapassando o seu máximo anterior de 34°C de 2003.
Em Portalegre, a estação meteorológica também registou, no domingo, um novo máximo absoluto para a temperatura mínima do ar em junho, com 31,5°C.
Os dados do IPMA, recolhidos da sua rede de 90 estações meteorológicas automáticas no continente, indicam que, no domingo, cerca de 82% das estações registaram temperaturas máximas superiores a 35°C, e aproximadamente 37% ultrapassaram os 40°C.
Entre sexta-feira e segunda-feira, vários distritos estiveram sob aviso vermelho, o nível mais elevado de alerta. Esta situação deveu-se à influência de uma massa de ar proveniente do norte de África, que provocou um cenário de tempo muito quente e seco. Os distritos afetados pelos avisos vermelhos foram Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Castelo Branco e Portalegre.



