A Operação Páscoa 2026 terminou com números considerados trágicos pelas autoridades, registando 20 vítimas mortais nas estradas portuguesas, num total de 2.602 acidentes, segundo o balanço conjunto da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP).
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna (MAI), a sinistralidade rodoviária resultou ainda em 53 feridos graves e 845 feridos leves durante o período da operação, que terminou às 23h59 desta segunda-feira.
Em comunicado, o MAI expressou “profunda preocupação e consternação” face aos números registados, endereçando condolências às famílias das vítimas. “Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável”, refere o ministério.
O Governo reconhece que, apesar do reforço das ações de fiscalização e das campanhas de sensibilização, persistem comportamentos de risco entre os condutores, como a condução sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel ao volante.
Perante este cenário, o MAI defende a necessidade de uma resposta mais abrangente e eficaz, anunciando a preparação de um conjunto de medidas estratégicas, tanto a médio e longo prazo como de aplicação imediata.
“É tempo de uma reflexão séria. Mais que isso, é tempo de agir”, sublinha o comunicado, acrescentando que será necessário “ir mais longe noutras matérias, que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro”.
O ministério destaca ainda que a segurança rodoviária exige um compromisso coletivo, envolvendo o Estado, autarquias, entidades públicas e privadas, bem como os próprios cidadãos.
Apesar dos avanços ao nível das infraestruturas e da segurança automóvel, as autoridades consideram que a mudança de comportamentos continua a ser o principal desafio na redução da sinistralidade.
O MAI reforça, por isso, o apelo à adoção de uma condução responsável, lembrando que o cumprimento das regras e o respeito pelos outros utilizadores da via são essenciais. “Nenhuma viagem vale uma vida”, conclui.
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