O Orfeão de Braga celebrou este fim de semana o seu 103.º aniversário, num programa comemorativo que conjugou momentos de carácter religioso com um convívio marcado pelo espírito de união e continuidade da tradição coral da instituição.
Mais de um século após a sua fundação, a mais antiga associação cultural de Braga mantém uma atividade regular e um papel ativo na preservação do património musical da região, evidenciando sinais de vitalidade e renovação geracional.
As comemorações tiveram o seu ponto alto por volta das 12h00, com a atuação e participação do coro na Igreja Paroquial de Prado, em Braga, onde decorreu a celebração eucarística. O momento foi presidido pelo sacerdote João Alberto, num ambiente de forte solenidade e recolhimento espiritual.
Durante a celebração, o coro do Orfeão interpretou diversos cânticos litúrgicos, num gesto de agradecimento e reconhecimento pela história da instituição. Foram igualmente recordados os fundadores e todos aqueles que, ao longo de mais de um século, contribuíram para a construção do legado artístico e associativo do Orfeão, numa homenagem simbólica às gerações passadas.
A celebração religiosa foi também momento de prece coletiva, com intenções dedicadas à continuidade e prosperidade do projeto cultural, bem como à preservação da sua missão artística e social.
Após o momento litúrgico, as comemorações prosseguiram com um almoço de convívio, que reuniu orfeonistas, dirigentes, sócios e amigos da instituição. O encontro decorreu num ambiente de partilha, memória e reforço dos laços interpessoais que caracterizam o grupo coral bracarense.
Em nota de agradecimento, a direção da instituição sublinhou o contributo coletivo para a longevidade do projeto: “O nosso muito obrigado a todos os orfeonistas, sócios, benfeitores e a quantos fazem parte deste projeto e continuam a cantar e a encantar gerações”, referiu a direção.
Com 103 anos de existência, o Orfeão de Braga reafirma assim a sua relevância no panorama cultural local, mantendo viva uma tradição que liga fé, música e comunidade, e que continua a projetar o passado no futuro da vida cultural bracarense.



