A deputada do Chega, Rita Matias, defendeu a demissão do vereador Bruno Mascarenhas da Câmara Municipal de Lisboa, na sequência da polémica envolvendo Mafalda Livermore, sua companheira, que foi exonerada dos Serviços Sociais da autarquia.
O caso ganhou dimensão após uma reportagem da RTP que apontou suspeitas de que Mafalda Livermore estaria a arrendar casas clandestinas a imigrantes, situação que terá motivado a sua saída de funções.
Em declarações ao programa “Now”, Rita Matias considerou que o partido deve retirar consequências políticas do caso. “Espero que não fique alguém que envergonhe o partido e que não represente os seus interesses. Espero que haja as devidas consequências”, afirmou.
Críticas também dentro do partido
As críticas não se limitaram à deputada. Manuel Matias, antigo candidato à Câmara de Odemira, também se pronunciou nas redes sociais, defendendo igualmente a saída de Bruno Mascarenhas do partido.
Numa publicação no Facebook, Manuel Matias aconselhou o vereador a apresentar a demissão e abandonar o Chega, afirmando que no partido “não há lugar para pessoas como vocês”, acrescentando ainda sentir “vergonha alheia”.
Nomeações polémicas na autarquia
A polémica surge num contexto de contestação interna relacionada com várias nomeações para o gabinete do Chega na Câmara de Lisboa. Entre os casos referidos encontra-se a escolha de Sofia Borges Neves, prima de Bruno Mascarenhas, para responsável pelas redes sociais do gabinete.
As divergências internas já tiveram reflexos na composição da vereação, com a segunda vereadora eleita pelo Chega, Ana Simões Silva, a passar recentemente à condição de independente.
A situação continua a gerar debate político e poderá ter novos desenvolvimentos dentro do partido e na autarquia lisboeta.



