O antigo vice-primeiro-ministro e ex-presidente do CDS-PP, Paulo Portas, vai assumir o cargo de comissário-geral das comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro, Luís Montenegro, após a reunião do Conselho de Ministros.
O Governo aprovou a criação da comissão responsável pela organização das celebrações, cabendo a Paulo Portas coordenar a comissão executiva, estrutura que acompanhará de forma permanente o desenvolvimento do programa comemorativo.
Segundo Luís Montenegro, os restantes detalhes relativos à composição da comissão executiva, ao orçamento disponível e ao calendário das iniciativas serão divulgados oportunamente.
A comissão de honra será presidida pelo Presidente da República e contará igualmente com a participação dos antigos chefes de Estado Ramalho Eanes, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.
As comemorações terão como principal marco os 900 anos da Batalha de São Mamede, cuja efeméride se assinala a 24 de junho de 2028. O confronto travado em Guimarães é amplamente considerado um dos momentos fundadores da nacionalidade portuguesa.
O programa evocará ainda outros acontecimentos determinantes para a consolidação do Reino de Portugal, nomeadamente a Batalha de Ourique, em 1139, e o Tratado de Zamora, celebrado em 1143.
Durante o anúncio, Luís Montenegro afirmou que o objetivo passa por desenvolver um programa capaz de aprofundar o conhecimento sobre a história, a identidade e a cultura portuguesas.
“Queremos construir um programa para aprofundar o conhecimento da nossa raiz histórica, da nossa identidade e da nossa cultura”, afirmou o primeiro-ministro, lembrando que Portugal é uma das nações mais antigas do mundo.
Entretanto, mantém-se sem resposta a pretensão da Câmara Municipal de Guimarães para que o 24 de junho, data da Batalha de São Mamede, seja reconhecido como feriado nacional.
Questionada sobre essa possibilidade, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, limitou-se a afirmar que se trata de uma reivindicação conhecida do município.
“É um pedido conhecido do presidente da Câmara de Guimarães, não vou fazer nenhum comentário”, declarou.



