O Partido Comunista Português (PCP) anunciou que vai apresentar no Parlamento uma proposta para o aumento geral de 50 euros em todas as pensões de reforma, com efeitos a partir de 1 de julho.
Em comunicado, o partido defende que a medida deve abranger todos os pensionistas e sublinha que, ao contrário dos suplementos extraordinários adotados pelos governos nos últimos anos, este aumento teria caráter permanente, ficando integrado no valor base das pensões e influenciando a sua evolução futura.
A proposta surge num momento de debate político sobre a resposta ao aumento do custo de vida, particularmente sentido pelos pensionistas com rendimentos mais baixos.
Na quarta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou ser ainda prematuro avançar com aumentos permanentes das pensões, embora tenha admitido a possibilidade de um novo suplemento extraordinário, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores.
“Se a meio do ano tivermos finanças públicas que nos permitam tomar tal decisão, esse é um compromisso meu”, afirmou o chefe do Governo.
Já o secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, apelou à “sensibilidade” do executivo para a situação dos pensionistas, defendendo soluções duradouras que permitam reforçar, de forma estrutural, as pensões mais baixas.
Em resposta, Luís Montenegro contrapôs que medidas permanentes exigem uma base económica mais sólida, alertando para a necessidade de garantir sustentabilidade a longo prazo no sistema de Segurança Social.
A proposta do PCP deverá agora ser discutida no Parlamento, num contexto de divergência entre as principais forças políticas sobre a melhor forma de reforçar o rendimento dos pensionistas.



