Uma perícia médico-legal concluiu que o ex-banqueiro Ricardo Salgado não terá capacidade para compreender o motivo pelo qual poderia cumprir pena de prisão, relatório que poderá ser determinante para a decisão do tribunal sobre o eventual cumprimento das condenações nos processos ligados aos casos EDP e Operação Marquês.
Segundo o documento, datado de 11 de maio e citado pela agência Lusa esta quinta-feira, apesar de o antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), de 81 anos e diagnosticado com doença de Alzheimer, poder manter uma noção genérica da existência de um processo judicial, essa perceção será apenas uma “replicação mecânica de indicações” no contexto pericial.
O relatório acrescenta que o ex-banqueiro não integrará a verdadeira compreensão do sentido do processo, nomeadamente a relação entre os factos e a pena, o motivo da sua aplicação, a sua duração e a finalidade da execução.
Ricardo Salgado foi condenado a duas penas de prisão de seis anos e três meses e de oito anos. O cúmulo jurídico das penas deverá ser determinado no próximo dia 26 de maio pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa.



