Os preços do petróleo registaram esta terça-feira uma subida de cerca de 13%, na sequência da escalada do conflito no Médio Oriente, que está a comprometer a segurança das principais rotas de transporte de crude.
A valorização abrupta do barril reflete o receio dos mercados quanto à interrupção do fornecimento global, em particular no Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de energia. Por esta passagem circula aproximadamente um quinto de todo o petróleo consumido a nível mundial.
Segundo analistas do setor, a possibilidade de bloqueios ou ataques a navios petroleiros aumenta significativamente o prémio de risco associado ao crude, levando investidores a antecipar eventuais quebras na oferta. “Qualquer perturbação prolongada nesta região tem impacto imediato nos preços, devido à dependência estrutural do mercado internacional em relação ao petróleo transportado por esta rota”, explicou um especialista em energia ouvido pela imprensa internacional.
As bolsas reagiram com volatilidade, enquanto companhias aéreas e empresas de transporte alertaram para possíveis aumentos dos custos operacionais, caso os preços se mantenham elevados. Ao mesmo tempo, governos de vários países produtores apelaram à contenção e à manutenção dos fluxos comerciais.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acompanha a evolução da situação, não estando para já prevista uma alteração formal nas metas de produção. No entanto, fontes diplomáticas admitem que um agravamento do conflito poderá levar a reuniões extraordinárias para avaliar medidas de estabilização do mercado.
Entretanto, os consumidores já começam a sentir os efeitos da subida do crude, com previsões de aumento nos preços dos combustíveis nos próximos dias, caso a tensão geopolítica persista e o tráfego marítimo na região continue condicionado.



