Os preços do petróleo registaram uma forte subida nos mercados internacionais, com o Brent crude a avançar mais de 7% e a ultrapassar a fasquia dos 100 dólares por barril, atingindo os 102,25 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) superou os 104 dólares, refletindo a crescente instabilidade geopolítica no Médio Oriente.
A escalada nos preços surge na sequência do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Washington irá avançar com o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
A decisão norte-americana prevê impedir a entrada e saída de navios naquele estreito estratégico, por onde passa uma parte significativa das exportações mundiais de crude, aumentando os receios de disrupção no fornecimento energético global.
O anúncio foi feito após o fracasso das negociações entre delegações dos Estados Unidos e do Irão, realizadas em Islamabad, no Paquistão. As conversações terminaram sem acordo, intensificando as tensões entre as duas potências.
Analistas de mercado apontam que a possibilidade de um bloqueio efetivo no estreito — por onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente — está a gerar forte volatilidade e a alimentar expectativas de escassez na oferta.
Além do impacto imediato nos preços, cresce a preocupação quanto a uma eventual escalada militar na região, com potenciais efeitos prolongados sobre a economia global. Investidores estão a reagir com movimentos de aversão ao risco, enquanto países importadores de energia enfrentam a perspetiva de custos mais elevados.
O agravamento da crise no Golfo Pérsico reforça, assim, o papel da geopolítica como fator determinante nos mercados energéticos, num momento em que a estabilidade do fornecimento global volta a estar sob pressão.



