O piloto do helicóptero que caiu ao Rio Douro em agosto do ano passado — e que provocou a morte de cinco militares da GNR — foi constituído arguido pelo Ministério Público. É suspeito da prática dos crimes de condução perigosa de meio de transporte por ar, água ou caminho de ferro e homicídio negligente, avança a Polícia Judiciária, em comunicado.
«O piloto da aeronave, de 46 anos, entretanto constituído arguido, está indiciado pelos crimes de condução perigosa de meio de transporte por ar, água ou caminho de ferro e homicídio negligente», especifica a PJ.
Depois de ter sido interrogado, o piloto viu serem-lhe aplicadas as medidas de coação de suspensão do exercício de funções e proibição de contactos com as testemunhas do inquérito.
É o resultado de um inquérito dirigido pelo Ministério Público – DIAP Regional de Coimbra, para apurar as concretas circunstâncias em que ocorreu a queda de um helicóptero no Rio Douro, na localidade de Cambres, em Lamego, a 30 de agosto de 2024.
No âmbito da investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias e apreendido diverso material probatório.
A investigação prossegue com a colaboração da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Força Aérea e Autoridade Nacional de Aviação Civil.



