A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, apreendeu 686.355 euros em numerário no interior de um cofre bancário, no âmbito de uma investigação relacionada com crimes de associação criminosa, fraude contra a Segurança Social, fraude fiscal e falsidade informática.
Segundo a PJ, o caso envolve uma empresa do setor da segurança privada, os respetivos administradores e um terceiro elemento ligado à gestão de pessoal. Os suspeitos terão recorrido a um esquema fraudulento para ocultar o pagamento de trabalho suplementar aos trabalhadores, evitando o cumprimento das obrigações fiscais e contributivas.
As autoridades estimam que o prejuízo causado ao Estado, apenas no que diz respeito a contribuições para a Segurança Social, possa ultrapassar os três milhões de euros.
Esta apreensão surge na sequência de diligências anteriores, durante as quais foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias. Dessas operações resultou a constituição de quatro arguidos e a detenção de um indivíduo por posse de arma proibida.
Na altura, foram também apreendidos montantes significativos em numerário, equipamentos informáticos — incluindo smartphones, computadores portáteis e dispositivos de armazenamento — e documentação relacionada com a gestão de recursos humanos, como mapas de horas e registos de trabalho. Foi ainda apreendida uma arma de fogo e respetivas munições.
Com a nova apreensão, o valor total de dinheiro apreendido no âmbito do processo ultrapassa agora um milhão de euros, reforçando, segundo a PJ, os indícios da dimensão da atividade ilícita em investigação.
O inquérito é dirigido pelo DIAP de Santa Maria da Feira, que prossegue as diligências para apuramento integral dos factos.



