A Polícia Judiciária deteve cinco pessoas no âmbito de uma operação policial de combate à alegada comercialização de substâncias anabolizantes e fármacos sujeitos a receita médica, que incluiu buscas domiciliárias, a uma unidade hospitalar e a um estabelecimento prisional, na região Oeste e na Grande Lisboa.
Em comunicado, a PJ refere que a operação, designada “Oeste”, foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção e visou o cumprimento de um mandado de detenção fora de flagrante delito e de 16 mandados de busca e apreensão, relacionados com suspeitas dos crimes de tráfico de substâncias e métodos proibidos, branqueamento de capitais e peculato.
Segundo a investigação, em causa está não apenas a alegada comercialização ilícita de substâncias anabolizantes e medicamentos sujeitos a receita médica, mas também a eventual dissimulação dos lucros obtidos com essa atividade.
Além da detenção inicial, a operação resultou ainda em quatro detenções em flagrante delito — três homens e uma mulher — por posse de substâncias proibidas.
Durante as diligências foram apreendidas centenas de embalagens de substâncias ilícitas, cerca de 10 mil euros em numerário, 11 viaturas e outros elementos considerados relevantes para a prova, que serão agora analisados pelas autoridades.
Fonte próxima da investigação indicou que as buscas terão incidido no Hospital das Forças Armadas e no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Belas (Sintra), sendo que o detido fora de flagrante delito exercerá funções na farmácia da unidade hospitalar.
Os detidos estão a ser presentes a tribunal para aplicação das respetivas medidas de coação. O inquérito é tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.
A operação contou ainda com o apoio da INTERPOL e do Grupo Operacional Cinotécnico da Unidade Especial da Polícia de Segurança Pública.



