A Polícia Judiciária (PJ) fez buscas aos equipamentos informáticos instalados no Quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, no âmbito de uma investigação em curso, revela a própria associação.
De acordo com um comunicado da Associação, a diligência não teve como alvo nenhum membro da Direção, «incidindo antes sobre seis bombeiros», cuja identidade não foi revelada.
Os operacionais estão a ser investigados no âmbito de uma questão de natureza operacional, adianta a corporação.
COMUNICADO
“Nos termos e com os fundamentos acima aduzidos, só quais damos por integralmente reproduzidos, impõe-se, no âmbito da realização de busca determinada, aceder aos equipamentos informáticos que se encontrem alocados ao Quartel dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, uma vez que é expectável que a documentação a analisar designadamente escalas de serviço, onde consta o dia, período de serviço – hora de início e hora de fim do serviço, o número mecanográfico, o nome a categoria de cada elementos que desempenha funções no âmbito do DECIR, bem como o relatório de presenças com registo legível do pagamento, comprovativos de pagamento da ANEPC, folhas de vencimento dos Bombeiros, nomeadamente dos referidos na denuncia, escalas de ECIN, ativações de serviço diário e do DECIR, no período de vigência dispositivo, entre outros, possam estar armazenados em equipamentos informáticos”, lê-se na nota enviada.
As buscas visam igualmente a recolha dos documentos mencionados, assim como mensagens e comunicações trocadas entre os suspeitos, nomeadamente através de redes sociais como o Facebook, Instagram e WhatsApp.
A Associação declara acreditar na inocência dos seus bombeiros, sublinhando que “nenhum dos visados foi constituído arguido e muito menos esta Associação. Pelo que, estando a investigação em curso, até prova em contrário, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez crê na inocência dos seus bombeiros”.




