Portugal registou 237 mortes em excesso entre os dias 04 e 07 de julho, período marcado pelas temperaturas elevadas que levaram o Governo a declarar a situação de alerta em todo o território continental.
Os dados constam do sistema de vigilância da mortalidade em tempo real (eVM), que indica que o excesso de mortalidade começou a verificar-se a partir de 04 de julho, quando o número de óbitos ultrapassou o limite superior do valor esperado para a época do ano.
O dia 6 de julho foi o mais crítico, com 362 mortes registadas, mais 88 do que o número expectável. Nos dias anteriores e seguintes, o excesso de mortalidade foi de 51 óbitos, a 04 de julho, 60, a 05 de julho, e 38, a 07 de julho.
Desde 2 de julho que Portugal regista mais de 300 mortes diárias, valores superiores à média habitual para esta altura do ano. Ainda assim, o excesso de mortalidade apenas é contabilizado quando os óbitos ultrapassam o intervalo de previsão definido pelo sistema.
A maioria das mortes em excesso ocorreu em pessoas com 70 ou mais anos, faixa etária onde o aumento da mortalidade é mais evidente.
Por regiões, o sistema indica que o excesso de mortalidade se verifica no Centro desde 13 de junho e no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo desde 02 de julho. No Algarve, não foi registado excesso de óbitos.
Entre 01 de janeiro e 07 de julho, morreram 64.531 pessoas em Portugal, de acordo com os dados do Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO), que alimenta o sistema de vigilância da mortalidade em tempo real.



