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«Portugueses não perdoarão», avisa Marcelo em Braga sobre fraudes e mau uso dos fundos europeus

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O Presidente da República alertou para a importância de aproveitar bem os “irrepetíveis” fundos europeus de que Portugal vai beneficiar nos próximos anos: a “última coisa” que pode acontecer com os fundos europeus são “casos de maus uso e de fraude”, garantindo que os portugueses “não perdoariam” que isso acontecesse. 

Falando na abertura da conferência ‘Fundos Europeus: o Minho e a Galiza’, esta segunda-feira em Braga, Marcelo Rebelo de Sousa avisou ainda que a aplicação da bazuca fracassará sem os autarcas.

Falando precisamente para muitos presidentes de Câmara minhotos, Marcelo foi claro: “um plano europeu longe dos autarcas é votado ao insucesso”. Cabe, acrescentou às Comissões de Coordenação “representar a ponte possível entre a administração central e as autarquias”.

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Mas foi a aplicação dos fundos europeus que Marcelo dedicou grande parte da sua intervenção.

SEM PERDÃO

 “A última coisa que pode ocorrer nesta execução [de Fundos Europeus] é desbaratarmos fundos, que são fundos de todos, a última coisa que poderá acontecer durante esta execução é termos casos de mau uso, de fraude, de desperdício na utilização de fundos europeus”, afirmou o Chefe de Estado.

“Se isso é sempre condenável em fundos que são fundos públicos, é mais grave quando se trata de fundos irrepetíveis e de utilização em curto espaço de tempo. Os portugueses não perdoariam e é bom que se tenha a noção disso e se tenha no momento do arranque, e não a meio, nem no final. Não perdoariam e não perdoarão”, alertou.

Marcelo, que dedicou o discurso à execução dos fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência, do Portugal 2030 e do que resta do Portugal 2020, deixou outro aviso, apontando os próximos tempos como anos trabalhosos e considerando serem de mau sinal se forem de campanha eleitoral.

“Vamos ter de trabalhar no duro durante os próximos anos. Não serão anos de campanha eleitoral, espero. Serão sobretudo anos de trabalho no duro. As eleições fazem parte da democracia, quando ocorrem em calendários previstas, devem ocorrer. Quando não ocorrem é mau sinal quando têm que ocorrer, não é bom sinal, não é desejável”, disse.

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