A compra de casa em Portugal está cada vez mais cara. Em setembro, o preço mediano por metro quadrado atingiu 2.943 euros, uma subida de 7,6% face ao mesmo mês de 2024 e de 1,6% em relação ao trimestre anterior, segundo o índice de preços do portal idealista.
A procura continua em alta, impulsionada por juros baixos, pela adesão crescente dos jovens à garantia pública de crédito e pela isenção de IMT, mas a escassez de oferta mantém a pressão sobre os valores.
Subidas expressivas em cidades do interior
Os preços aumentaram em todas as 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, com destaque para Beja (+33,9%), Santarém (+26,7%) e Guarda (+20,5%), que lideraram as subidas anuais.
Entre as grandes cidades, sobressaem ainda Setúbal (+19,6%), Coimbra (+13,2%), Faro (+11,8%), Funchal (+11,7%), Viana do Castelo (+11,2%) e Braga (+10,4%).
Lisboa, Porto e Funchal no topo da tabela
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, com um preço médio de 5.824 euros/m2, seguida do Funchal (3.879 euros/m2) e do Porto (3.826 euros/m2). Faro (3.374 euros/m2) e Setúbal (2.961 euros/m2) completam o grupo das cinco cidades mais dispendiosas.
Na outra ponta da lista, encontram-se Bragança (1.063 euros/m2), Guarda (983 euros/m2) e Castelo Branco (965 euros/m2), as cidades mais acessíveis para adquirir habitação.
Açores e Alentejo lideram as subidas regionais
A análise regional mostra que os preços subiram em todo o país no último ano. Os Açores registaram a maior variação (+18,3%), seguidos do Alentejo (+17,3%) e da Madeira (+14,9%).
A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara (4.119 euros/m2), seguida pelo Algarve (3.819 euros/m2), Madeira (3.631 euros/m2) e Norte (2.469 euros/m2). Já as regiões mais baratas continuam a ser os Açores (1.891 euros/m2), o Alentejo (1.867 euros/m2) e o Centro (1.631 euros/m2).



