O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO Proteste atingiu esta semana um novo máximo histórico, fixando-se nos 254,32 euros, de acordo com uma análise divulgada esta quinta-feira pela associação de defesa do consumidor.
O valor representa um aumento face ao início do ano, período em que os consumidores podiam adquirir os mesmos 63 produtos essenciais por menos 12,49 euros (uma subida de 5,16%). Em comparação com há um ano, o cabaz custava menos 17,37 euros (menos 7,33%).
A evolução mais recente mostra também um ligeiro agravamento semanal, com o preço a subir 19 cêntimos entre 11 e 18 de março, num contexto marcado pela pressão inflacionista associada à escalada dos preços da energia, em particular dos combustíveis, influenciada pelo conflito no Médio Oriente.
Entre os produtos que mais aumentaram na última semana destacam-se os cereais de fibra, com uma subida de 28% para 4,73 euros, o pão de forma sem côdea, que encareceu 13% para 2,57 euros, e os cereais integrais, com um aumento de 11% para 4,10 euros.
Em termos homólogos, ou seja, face ao mesmo período do ano passado, as maiores subidas verificam-se na couve-coração (45%), no robalo (36%) e no café torrado moído (30%).
A análise da DECO Proteste evidencia ainda a forte escalada dos preços desde o início de 2022, quando começou a monitorização deste cabaz. Nessa altura, os mesmos produtos custavam menos 66,62 euros, o que representa um aumento acumulado de 35,49% até à atualidade.
Desde então, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer, que subiu 121% para 12,85 euros por quilo, na couve-coração (87% para 1,86 euros/kg) e nos ovos (84% para 2,10 euros).
Perante este cenário de subida contínua dos preços alimentares, a presidente da Sonae, Cláudia Azevedo, defendeu a adoção de medidas semelhantes às implementadas em 2022, no início da Guerra na Ucrânia, com o objetivo de mitigar o impacto da inflação no rendimento das famílias.
A persistência de preços elevados nos bens essenciais continua assim a pressionar o orçamento dos consumidores, num contexto económico marcado por incerteza geopolítica e volatilidade nos mercados energéticos.



