Os preços do gás natural e do petróleo registaram uma forte subida esta segunda-feira, na sequência do agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, após o fracasso das negociações realizadas no fim de semana no Paquistão.
No mercado europeu, o gás natural para entrega a um mês no índice de referência Title Transfer Facility, negociado nos Países Baixos, subiu 8,60%, fixando-se nos 47,66 euros por megawatt-hora (MWh), depois de ter atingido 49,52 euros na abertura da sessão.
A subida surge após o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos pretendem bloquear todas as embarcações que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas globais.
O impacto fez-se sentir igualmente no mercado petrolífero. Pelas 06h00 (hora de Lisboa), o Brent crude, referência europeia, avançava 7,51% para os 102,25 dólares por barril, tendo atingido durante a madrugada um pico de 103,87 dólares.
A escalada nos preços energéticos reflete a crescente preocupação dos mercados quanto a eventuais perturbações no fornecimento global, numa altura em que o Estreito de Ormuz concentra uma parte significativa do transporte mundial de petróleo e gás.
O atual cenário contrasta com o da semana anterior, quando o preço do gás natural registou uma queda acentuada, superior a 19%, impulsionada pelo anúncio de um cessar-fogo entre Washington e Teerão e pelo início das conversações diplomáticas. No entanto, o insucesso das negociações veio inverter rapidamente essa tendência.
Analistas alertam que a volatilidade deverá manter-se elevada nos próximos dias, com os mercados energéticos particularmente sensíveis à evolução geopolítica na região do Golfo Pérsico.



