O preço do petróleo Brent para entrega em maio registou uma queda superior a 2% esta quarta-feira, reagindo ao acordo alcançado entre o Governo Regional do Curdistão e o Iraque para a retoma das exportações de crude a partir do norte do país.
Apesar da descida, a cotação manteve-se em torno dos 100 dólares por barril, refletindo um mercado ainda pressionado por fatores geopolíticos e incertezas quanto ao equilíbrio entre oferta e procura.
O entendimento entre as duas partes prevê o reinício do fluxo de petróleo através do oleoduto que liga a região curda ao porto turco de Ceyhan, uma infraestrutura estratégica que tem estado inativa devido a disputas legais e políticas. A interrupção das exportações vinha contribuindo para restrições na oferta global, sustentando os preços nas últimas semanas.
Analistas consideram que o acordo reduz temporariamente as preocupações com o abastecimento, levando a uma correção nos preços. Ainda assim, alertam que o impacto poderá ser limitado, uma vez que persistem outros fatores de risco, incluindo tensões no Médio Oriente e decisões futuras da OPEP+ sobre níveis de produção.
O mercado petrolífero continua, assim, num cenário de elevada volatilidade, com investidores atentos a desenvolvimentos geopolíticos e indicadores económicos que possam influenciar a procura global de energia.



