O preço do petróleo registou uma queda próxima dos 2% esta sexta-feira, após declarações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que indicou que a guerra poderá estar perto do fim e que o Irão está a ser “dizimado”.
Por volta das 06h15 (hora de Lisboa), o barril de Brent — referência internacional — descia 1,71% para 106,79 dólares, depois de, na quinta-feira, ter atingido valores próximos dos 120 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, recuava 2,15% para 93,50 dólares.
Segundo analistas, as declarações do líder israelita contribuíram para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, que têm reagido com elevada volatilidade ao desenrolar do conflito. “As declarações de Netanyahu acalmaram os mercados”, escreveu Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, numa nota divulgada aos investidores.
Na quinta-feira, durante uma conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu afirmou que o Irão estava “a ser dizimado” e que Israel estaria “a ganhar a guerra”. O primeiro-ministro acrescentou ainda que Teerão já não tem “capacidade para enriquecer urânio” nem para produzir mísseis balísticos.
As declarações surgem num momento de elevada tensão geopolítica, com os mercados a monitorizarem atentamente quaisquer sinais de escalada ou descompressão no conflito, dado o impacto direto na oferta global de petróleo.



