Luís Marques Mendes subiu esta segunda-feira o tom contra o candidato presidencial Gouveia e Melo, acusando-o de gerar sucessivas polémicas e demonstrar falta de bom senso. Para o antigo líder do PSD, estas características “não são compatíveis” com o exercício das funções de Presidente da República.
“O almirante Gouveia e Melo, sempre que fala, tem uma certa tendência para três coisas: ou para dizer alguns disparates, ou para entrar em contradições, ou para gerar precipitações e polémicas”, afirmou Marques Mendes. “Estes predicados não são bons para quem quer ser Presidente da República.”
As declarações foram feitas na Lourinhã, distrito de Lisboa, durante uma visita ao quartel dos bombeiros locais. Questionado sobre uma entrevista de Gouveia e Melo publicada em livro, Marques Mendes defendeu que o Chefe de Estado deve pautar-se por “bom senso bem mais elevado” e evitar afirmações precipitadas.
Incêndios devem ser discutidos todo o ano, defende candidato
A deslocação à corporação de bombeiros serviu também para criticar a abordagem nacional ao tema dos incêndios. Marques Mendes considerou existir “uma má prática” de apenas se discutir fogos florestais no verão, quando as situações estão já instaladas.
“É preciso falar da realidade dos incêndios quando se prepara o combate, no inverno e na primavera”, afirmou, defendendo uma estratégia permanente e não apenas reativa.
Greve geral: “As centrais sindicais estão no seu direito”
Sobre a greve geral anunciada pela CGTP e pela UGT, no contexto da discussão em curso sobre mudanças na legislação laboral, o candidato presidencial lembrou que ainda não existe qualquer proposta aprovada em Conselho de Ministros.
“A greve é um direito constitucional dos trabalhadores. Estão no seu pleníssimo direito”, declarou. Marques Mendes acredita, no entanto, que após a paralisação deverá haver um novo momento de diálogo: “Mesmo depois da greve, vai haver concertação social. Se houver espírito de abertura, será possível encontrar soluções equilibradas.”



