O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu esta sexta-feira, em Vila Verde, que a subida do rating de Portugal pelas agências de notação internacionais “não é apenas uma vitória deste ou daquele Governo”, mas sim uma “vitória do país”.
Marques Mendes que falava após uma visita ao Hospital da Misericórdia de Vila Verde, surgem depois de o primeiro-ministro ter afirmado, no Japão, ter notícias de que “estará por horas” a possibilidade de uma outra agência subir o rating de Portugal, salientando que, quinze anos depois da troika, “Portugal é hoje um exemplo na Europa do ponto de vista financeiro”.
“Portugal tem vindo a ter boas notícias neste domínio. Recentemente, uma agência muito conhecida, a Standard & Poor’s, subiu o ‘rating’ de Portugal. Se houver mais uma ou mais duas, isso só é bom. A mim não me surpreende”, afirmou o candidato de Fafe, frisando que “os portugueses devem ter orgulho nisto”.
“Para muitos portugueses isto pode ser uma coisa burocrática, mas não é. Isto significa que o estrangeiro e os investidores estrangeiros acreditam em Portugal”, afirmou, referindo que “há dez anos não era assim” e que o país “estava em baixo”.
“Dez anos depois, estamos em alta. Talvez seja altura de recordar o seguinte: nós já tivemos uma dívida pública em percentagem do PIB [Produto Interno Bruto] colossal. Hoje temos uma dívida pública mais baixa do que a França e de que outros países”, salientou Marques Mendes.
O candidato presidencial entende que essa realidade dá confiança, mas não esquece o caminho feito até aqui.
“Mas ao mesmo tempo, isto foi feito com muito sacrifício pelos portugueses, acho que o país deve ter orgulho neste resultado. Isto não é apenas a vitória deste ou daquele Governo, é uma vitória do país. E isso é positivo”, destacou o antigo líder do PSD, ladeado pela presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes (PSD), e pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia local, Bento Morais.
A DBRS avalia a dívida soberana em A (elevado) e a Moody’s em A3, enquanto a Fitch tem atualmente a classificação de A-.
Já a S&P foi a última agência a avaliar o ‘rating’, a 29 de agosto, e melhorou a classificação de ‘A’ para ‘A+’, apenas seis meses após outra subida.



