André Ventura garantiu esta segunda-feira que não vai retirar os cartazes da sua candidatura presidencial onde faz alusões à comunidade cigana, a não ser que venha a ser obrigado por decisão de um tribunal. A reação surge depois de seis cidadãos terem avançado com uma ação para que o material seja removido no prazo de 24 horas, alegando tratar-se de uma mensagem discriminatória.
Perante os jornalistas, o líder do Chega disse estar perante “uma manobra claramente política”. “Pedir isto agora, nestes moldes, não é inocente. É para que se possa transmitir em direto o momento em que derrubam a mensagem de um candidato”, afirmou.
Ventura defendeu que o conteúdo dos cartazes foi decidido “de forma consciente” e que corresponde ao discurso que tem assumido publicamente.
Reforçou também que a sua posição não vai mudar: “Não retiro porque acredito que estou certo. Não retiro porque acho que todos têm de cumprir a lei. Não retiro porque considero que o tempo da impunidade terminou.”
O candidato acusou ainda os autores da ação de tentarem impedir o debate político e de quererem “silenciar uma candidatura”.
Na sua perspetiva, uma eventual ordem judicial para remover os cartazes significaria “um recuo da democracia” e “um atentado à liberdade de expressão em contexto eleitoral”.



