O presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, Isaac Braga (PS), apresentou esta terça-feira de manhã a renúncia ao mandato, na sequência das suspeitas de utilização de dinheiros públicos em benefício próprio.
A informação foi avançada em comunicado pelo CDS-PP, partido que considera que a demissão “era um passo que se impunha, face à gravidade dos factos tornados públicos”.
Ainda assim, os centristas defendem que a saída de Isaac Braga não encerra o caso, sublinhando que continuam por esclarecer várias questões relacionadas com a gestão da junta de freguesia.
“Esta decisão não dispensa o necessário apuramento de responsabilidades políticas, nem esclarece as questões que continuam por responder”, refere o comunicado.
O CDS-PP manifesta ainda preocupação pela permanência em funções da restante equipa do executivo socialista, considerando que essa situação poderá dificultar “a necessária mudança de práticas e o restabelecimento da confiança na gestão da Junta de Freguesia”.
O caso ganhou dimensão pública após a divulgação, pela RTP, de alegados movimentos bancários associados a despesas pessoais suportadas com verbas da junta. Segundo a informação tornada pública, os extratos bancários incluem quase 10 mil euros em tabaco, nove mil euros em restaurantes, despesas em supermercados, roupas de marca, perfumes, massagens, além de cerca de 115 mil euros em levantamentos e transferências por MB Way para a mulher.
As alegadas despesas terão ocorrido ao longo de cerca de um ano e meio.
Antes da divulgação da reportagem, Isaac Braga afirmou estar “tranquilo” e classificou as suspeitas como “infundadas”, prometendo prestar esclarecimentos. Até ao momento, o autarca não voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso.



