Representantes de cerca de 40 países apelaram à reabertura “imediata e incondicional” do Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irão, ameaçando avançar com sanções económicas e políticas caso a situação se mantenha.
O apelo foi feito no final de uma reunião virtual liderada por Yvette Cooper, que alertou para o impacto global da interrupção desta rota marítima essencial. “O Irão está a tentar manter a economia global refém no Estreito de Ormuz. Isso não pode acontecer”, afirmou a responsável, sublinhando a necessidade de respeitar a liberdade de navegação e o direito internacional do mar.
O Estreito de Ormuz é um dos pontos estratégicos mais importantes do comércio energético mundial, sendo responsável pelo transporte de cerca de um quinto da produção global de petróleo, além de gás natural liquefeito e fertilizantes. O bloqueio quase total imposto por Teerão tem provocado perturbações significativas nos mercados internacionais, com uma subida acentuada dos preços dos hidrocarbonetos.
Os países participantes na reunião concordaram em explorar medidas coordenadas, incluindo sanções, caso o Irão não reverta a decisão. Paralelamente, foi também assumido o compromisso de intensificar a pressão diplomática junto das autoridades iranianas.
Apesar da gravidade da situação, não foram discutidas, para já, ações concretas no plano da segurança marítima. Ainda assim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já instou os países mais dependentes desta rota a mobilizarem-se para garantir a sua reabertura.
O impasse no Estreito de Ormuz continua a ser acompanhado com preocupação pela comunidade internacional, que teme consequências económicas mais profundas caso o bloqueio persista.



