Passaram de 7.145 para 11.493

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Primeiras consultas de apoio à cessação tabágica aumentaram 70% num ano

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As primeiras consultas de apoio intensivo à cessação tabágica aumentaram cerca de 70% entre 2016 e 2017, passando de 7.145 para 11.493, quase 30% do total das consultas realizadas no ano passado, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

De acordo com dados avançados esta terça-feira a propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala na quinta-feira, foram disponibilizadas em 2017 no Serviço Nacional de Saúde (SNS) 39.763 consultas, mas 7.941 face ao ano anterior, o que representou um aumento de 25%.

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Os locais de consulta de apoio intensivo à cessação tabágica a nível dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e unidades hospitalares do SNS também aumentaram, passando de 180 em 2016, para 218 em 2017 (mais 21,1%).

Questionada pela Lusa sobre se existe lista de espera para estas consultas, a DGS afirma que “a procura é variável ao longo do ano e entre consultas”, existindo “algumas consultas com pouca procura, outras com lista de espera”.

O Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo da Direcção-Geral da Saúde associou-se às comemorações do Dia Mundial Sem Tabaco 2018 promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que desafiou todos os países a intensificarem o controlo do tabaco como parte das suas estratégias para a diminuição da mortalidade por doenças cardiovasculares.

A DGS refere que o consumo de tabaco é a segunda principal causa de doença cardiovascular, a seguir à hipertensão arterial, adiantando que fumar e a exposição ao fumo ambiental contribuem para aproximadamente 12% do total de mortes por doença cardíaca em todo o mundo.

Em Portugal, segundo estimativas elaboradas pelo Institute of Health Metrics and Evaluation para 2016, divulgadas esta quinta-feira pela DGS, o tabaco foi responsável pela morte de mais de 2.100 pessoas por doenças cerebrocardiovasculares (5,7% do total de óbitos). Destas, 1.620 eram homens e 545 eram mulheres.

Segundo a OMS, a epidemia global do tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano, das quais cerca de 900.000 são não fumadores que morrem por exposição ao fumo do tabaco.

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