O homem que matou a emigrante portuguesa Diana Santos, tendo depois desmembrado o corpo, em 2022, no Luxemburgo, foi esta quinta-feira condenado a prisão perpétua.
De acordo com o Luxembourg Times, o marroquino Said Banhakeia, de 51 anos, foi condenado pelo Tribunal de Diekirch a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, tendo ainda de pagar 75 mil euros ao filho da vítima e 100 mil euros para cobrir os custos da investigação.
Said Banhakeia tem agora 40 dias para recorrer da sentença.
O Ministério Público (MP) do Luxemburgo tinha solicitado prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelos crimes de homicídio e mutilação de cadáver, no julgamento que começou em novembro do ano passado.
A advogada de defesa Naïma El Handouz pediu ao tribunal que condenasse o cliente apenas pelo crime de mutilação, alegando que Said Banhakeia estava inocente do homicídio e atribuindo a autoria do mesmo ao sobrinho do condenado, Gibran Banhakeia, suposto marido da portuguesa e segundo suspeito do crime.
No entanto, esse argumento não convenceu o juiz, que aplicou mesmo a pena máxima prevista na legislação do Luxemburgo.
Natural do Porto, Diana Santos tinha 40 anos quando foi brutalmente assassinada no 18 de setembro de 2022, na casa onde morava, em Diekirch.
Parte de seu corpo desmembrado foi encontrada no dia seguinte, em Mont-Saint-Martin, uma comuna francesa que faz fronteira com o Luxemburgo.
Posteriormente, a 01 de novembro de 2022, outros restos mortais da portuguesa foram descobertos em Temmels, no lado alemão.
Os braços, no entanto, nunca foram encontrados, apesar de o réu ter garantindo em tribunal que estes estavam no “mesmo lugar que a cabeça”, ou seja, em Temmels, algo que as autoridades desmentiram, uma vez que foram realizadas buscas em toda aquela área e mais nada foi encontrado.



