Quatro cidadãos estrangeiros — três colombianos e um venezuelano — ficaram em prisão preventiva após a detenção no âmbito da operação “Adamastor”, durante a qual as autoridades portuguesas apreenderam cerca de nove toneladas de cocaína num narco-submarino interceptado ao largo dos Açores.
Quatro pessoas — três de nacionalidade colombiana e uma venezuelana — ficaram esta segunda-feira em prisão preventiva depois de terem sido detidas no âmbito da operação “Adamastor”, desenvolvida em alto-mar ao largo do arquipélago dos Açores, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
Os detidos eram tripulantes de um semissubmersível de construção artesanal interceptado a cerca de 230 milhas náuticas das ilhas dos Açores, no Atlântico, no decurso de uma ação conjunta entre a PJ, a Marinha Portuguesa e a Força Aérea, com apoio de autoridades internacionais.
No interior da embarcação foram apreendidos cerca de 300 fardos de cocaína, estimados em aproximadamente nove toneladas, numa das maiores apreensões de sempre de estupefacientes em Portugal.
A operação foi realizada em condições meteorológicas adversas e faz parte de um esforço continuado de combate ao tráfico transcontinental de droga por via marítima. A embarcação acabou por afundar-se após a retirada dos tripulantes e da maior parte da carga, devido à fragilidade da estrutura e às condições climatéricas.
Os quatro detidos foram apresentados ao Tribunal Judicial de Ponta Delgada, nos Açores, onde a prisão preventiva lhes foi aplicada. Estão indiciados pelo crime de tráfico de estupefacientes, num processo que prossegue sob investigação da Polícia Judiciária com cooperação internacional.
A operação “Adamastor”, cujo nome remete para um elemento mitológico português, integra mecanismos de vigilância marítima e de análise de inteligência partilhada entre vários países, visando reforçar a luta contra os fluxos ilícitos de droga entre a América Latina e a Europa.



