O “Trilho Eco Lobo”, desenvolvido pela Escola Básica de Vila Verde e distinguido pela ABAAE como Boa Prática nacional em educação ambiental, esteve em evidência no Seminário Nacional Eco-Escolas, que reuniu cerca de meio milhar de participantes, no passado fim de semana, em Guimarães.
O projeto “Eco Lobo”, da Escola Básica de Vila Verde, marcou presença de forma destacada no Seminário Nacional Eco-Escolas, realizado no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, onde foi apresentado como um exemplo de boas práticas de educação ambiental a nível nacional.
Sob o lema “Protegemos quem amamos e amamos quem conhecemos”, o professor Luís Vaz abriu a sua intervenção perante centenas de educadores de todo o país, sublinhando a filosofia que sustenta a iniciativa. O projeto foi selecionado pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE) como uma das melhores práticas educativas em Portugal, pelo seu caráter inovador e pela conjugação entre abordagem científica e componente emocional na relação com o território.
Durante a apresentação, foi destacado que o sucesso do “Eco Lobo” resulta de uma rede de cooperação científica e institucional, que envolve a equipa portuguesa do projeto europeu LIFE Wild Wolf, integrada pelo investigador do CIBIO-InBIO da Universidade do Porto, Francisco Álvares, e pela investigadora Marta Oliveira, responsáveis por assegurar o rigor científico da iniciativa.
Ao nível local, o projeto conta ainda com o apoio do Município de Vila Verde e, desde o segundo ano de implementação, da Casa do Conhecimento de Vila Verde, entidades que têm contribuído para a divulgação e consolidação das atividades desenvolvidas.
O “Trilho Eco Lobo” assenta numa metodologia que cruza o conhecimento científico com a vivência emocional dos alunos, através de percursos realizados no território. Esta abordagem permite que os estudantes contactem diretamente com a realidade natural da região, criando uma ligação afetiva ao património ambiental.
Segundo o docente responsável, “a ciência transforma-se numa experiência viva”, permitindo que os jovens adquiram conhecimento sobre o lobo-ibérico e, simultaneamente, desenvolvam uma relação de proximidade que favorece a sua proteção e valorização.
Para a organização do Seminário Nacional Eco-Escolas, o projeto de Vila Verde constitui um exemplo de como a educação ambiental pode reforçar a identidade territorial e promover a sustentabilidade, ao estimular o sentimento de pertença e a responsabilidade das novas gerações pela conservação da natureza.
O encontro nacional, que reuniu representantes de escolas e entidades de todo o país, reafirmou a importância da cooperação entre instituições, do rigor científico e da sensibilização das comunidades escolares como pilares fundamentais da educação ambiental em Portugal.




















