A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para a possibilidade de agravamento das inundações em várias regiões do país, face à manutenção das condições meteorológicas adversas, com chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental até, pelo menos, quarta-feira.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou esta segunda-feira para o aumento do risco de inundações em diversas zonas do território continental, sobretudo nas regiões Norte e Centro, devido à persistência da precipitação e à elevada saturação dos solos.
“Os nossos rios, neste momento, estão no limite da capacidade e, portanto, é natural que com esta precipitação haja, novamente, um aumento da gravidade das inundações um pouco por todo o país, nomeadamente na zona Norte e Centro”, afirmou o responsável.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), vários distritos estarão sob aviso meteorológico devido à chuva persistente e, por vezes, forte. Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar em aviso laranja na terça-feira, entre as 06h00 e as 18h00, passando a aviso amarelo a partir das 00h00 desse mesmo dia.
No mesmo período, os distritos de Bragança, Guarda, Setúbal, Santarém, Castelo Branco e Coimbra estarão também sob aviso amarelo, devido à precipitação significativa.
A chuva deverá continuar a afetar o território continental nos próximos dias, com maior incidência nas regiões Norte e Centro, onde já se verifica uma elevada acumulação de água resultante do mau tempo das últimas semanas.
Segundo explicou a meteorologista do IPMA, Alexandra Fonseca, a depressão Marta já abandonou o território português, deslocando-se para Leste. No entanto, Portugal continental continuará sob a influência de novas depressões a formar-se no Atlântico Norte, sendo ainda atravessado por sucessivas ondulações frontais associadas a esses sistemas.
A Proteção Civil recomenda à população a adoção de medidas preventivas, nomeadamente a desobstrução de sistemas de escoamento de águas, a fixação de estruturas soltas e a especial atenção à circulação junto a zonas ribeirinhas e áreas historicamente vulneráveis a cheias.



