O PS Braga manifestou esta segunda-feira preocupação com a atualização do tarifário da AGERE, EM, que já se reflete nas faturas dos munícipes desde 1 de fevereiro, apesar de a proposta de aumento ter sido chumbada em reunião de Câmara realizada no dia 18 de fevereiro.
Segundo o partido, os alertas de cidadãos bracarenses confirmaram acréscimos de 6,48% no consumo de água, 8,46% na tarifa de drenagem de águas residuais e 7,48% na tarifa de disponibilidade de águas residuais. No ponto 10 da ordem de trabalhos da sessão camarária — “Tarifário da AGERE para 2026 | Processo 8021/2026” —, a deliberação relativa ao aumento foi rejeitada e posteriormente retirada para nova apreciação, conforme divulgado pela comunicação social.
O PS Braga questiona os fundamentos legais da aplicação dos aumentos antes da aprovação formal do tarifário, quem autorizou a emissão das faturas atualizadas e de que forma se compatibiliza esta prática com uma deliberação rejeitada.
“O cenário levanta sérias dúvidas quanto ao respeito pelas decisões do órgão executivo e à transparência na gestão de um serviço público essencial”, afirma o partido, exigindo esclarecimentos imediatos por parte da administração da AGERE, EM, e do presidente da Câmara Municipal de Braga.
O PS sublinha que os cidadãos têm o direito de saber se estão a ser cobrados valores que não foram legalmente aprovados e se os procedimentos adotados respeitam a legalidade e os princípios de boa governação.
Até ao momento, não há qualquer reação da Agere-EM, nem do executivo liderado por João Rodrigues.



