PSD FALA EM SAÚDE FINANCEIRA

PSD FALA EM SAÚDE FINANCEIRA -

PS Vila Verde preocupado com dívida da Câmara que ultrapassa os 43 milhões de euros

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

O PS de Vila Verde votou contra os documentos de prestação de contas de 2017, por considerar que «os números das contas municipais apresentados pela maioria PSD são preocupantes e mostram a inércia da Câmara de Vila Verde».

«Mais de 18 milhões euros de dívida a bancos e fornecedores, passivo superior a 43 milhões de euros, ajustes diretos (sem concurso) de 5,4 milhões de euros, apenas 217 mil euros executados de fundos comunitários e ausência da Certificação de Contas» são as razões apresentadas pelos socialistas para justificar o voto contra.

PUBLICIDADE

Em comunicado, o PS refere que os dados apresentados nos documentos, aprovados esta quinta-feira pelo executivo municipal, «desmascaram completamente o que tem vindo a ser afirmado pelo presidente de Câmara».

Por isso, «para que todos os vilaverdenses tenham a informação correta e possam fazer o seu juízo», o PS torna públicos «os números que estão na prestação de contas apresentada» e que são, na perspetiva socialista, «preocupantes».

Entre esses números, destaque para o passivo da autarquia, que nesta altura ascende a 43,5 milhões de euros e que é, segundo o PS, «um valor que demonstra, sem sombra de dúvidas, a má prestação desta autarquia no que diz respeito a finanças».

«E para quem tantas vezes fala em boa gestão, como se explicam resultados operacionais e correntes negativos em mais de 2 milhões de euros?», questionam.

O PS realça ainda que a Câmara de Vila Verde «deve a bancos e fornecedores a exorbitante quantia de 18,3 milhões de euros representando quase 70% do total da receita e muito acima dos 13 milhões de euros anunciados pelo presidente da câmara na penúltima Assembleia Municipal».

«No que diz respeito à execução dos fundos comunitários, a Câmara de Vila Verde tem apenas 217 mil euros executados no ano de 2017. Um número francamente baixo e que demonstra a falta de capacidade de fazer obra e a falta de capacidade de aproveitar o enorme volume financeiro que a UE envia para Portugal», criticam.

Os socialistas mostram-se ainda «preocupados» com a capacidade do Município em executar as candidaturas aprovadas, nomeadamente as do saneamento, «já que, face às dificuldades de tesouraria espelhadas no relatório de contas, fica a incerteza quanto à capacidade em cumprir a componente privada dessas candidaturas».

«Fica também evidente a falta de investimento municipal. Muito se fala, mas pouco ou nada se tem feito. Continuamos com uma baixa taxa de cobertura de abastecimento de água e saneamento, as vias rodoviárias são do século passado e estão todas esburacadas e as acessibilidades ao concelho desesperam todos aqueles que diariamente as utilizam», frisam.

O PS destaca ainda a despesa com os ajustes directos, «que em 2017 ascendeu a 5,4 milhões de euros», assim como os processos judiciais da autarquia, «associados à gestão deste executivo, que tem provocado sérios danos á imagem do município e do concelho de Vila Verde».

«Segundo este relatório, por ação do executivo camarário do PSD, a autarquia corre o risco de ser condenada a pagar 1.462.578,20€ em processos judiciais», dizem.

O PS critica também «a ausência da Certificação Legal das Contas», pelo que os vereadores socialistas «recusaram-se a assinar uma declaração de responsabilidade sobre as contas da autarquia que, sub-repticiamente, foi introduzida no meio das 444 páginas do referido relatório».

PSD FALA EM «SAÚDE FINANCEIRA» E DESTACA REDUÇÃO DA DÍVIDA

Há dias, em comunicado, a maioria PSD, liderada por António Vilela, dava conta da «boa saúde financeira» da autarquia espelhada nos documentos de prestação de contas do ano passado, destacando «elevadas taxas de execução» e a «consolidação orçamental que permitiu a realização de investimentos fundamentais para o desenvolvimento sustentado do concelho».

«A redução da dívida total em 2,9 milhões de euros, o pagamento a fornecedores em 13 dias, assim como o aumento exponencial da margem total possível de endividamento do Município de Vila Verde, sem descurar o elevado investimento e salvaguardar das questões sociais, são outros importantes dados revelados pelo documento», frisam.

A gestão social-democrata do Município de Vila Verde sublinha que, nestes documentos, fica igualmente demonstrado «o cumprimento do princípio de equilíbrio orçamental consagrado no POCAL, dado que a receita corrente executada ultrapassou, em cerca de 3,7 milhões de euros, a despesa corrente executada, gerando assim uma poupança corrente que permitiu financiar parte das despesas de capital».

Para o PSD, o ano de 2017 «manteve a tendência de redução da dívida de médio e longo prazo tendo havido uma amortização dos respectivos empréstimos superior a 2,1 milhões de euros, dando continuidade ao rigor orçamental que tem vindo a ser implementado e tem estado na origem de uma muito significativa redução da dívida total do Município».

«O rigor colocado na elaboração do orçamento, o efectivo controlo da despesa e a boa cobrança das receitas têm permitido o pagamento dos compromissos assumidos com os fornecedores em prazos manifestamente reduzidos, sendo o prazo médio de pagamento em 2017 de apenas 13 dias, o que contribuiu para a boa imagem do Município e para a melhoria do desempenho da economia local», destacam.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS

Acesso exclusivo por
um preço único

Assine por apenas
2€ / mês
* Acesso a notícias premium e jornal digital por apenas 24€ / ano.