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PSD considera “inadmissível” e “perigoso” encerramento do serviço nocturno de ultrassonografia do Hospital de Braga

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Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Braga consideram “inadmissível” o encerramento do serviço nocturno de ultrassonografia do Hospital de Braga e pedem explicações ao Governo sobre a “degradação” do serviço de urgência.

Na sequência de informações a que tiveram acesso, os parlamentares social-democratas querem que a ministra da Saúde confirme a não realização nocturna do exame complementar de ultrassonografia e, em caso afirmativo, quais as razões para essa decisão.

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“Reconhece o Governo que o impacto da covid-19 leva a que inúmeras pessoas evitem o recurso aos serviços de urgência, que só o fazem em último recurso, pelo que, os serviços de urgência de qualidade, com os meios de diagnósticos complementares necessários e menos inócuos, se tornam ainda mais imprescindíveis?”, pergunta ainda a Marta Temido.

Os deputados sublinham que a ausência do serviço nocturno de ultrassonografia é de “extrema gravidade” e “mesmo perigosa” do ponto de vista da protecção da saúde, “já que a supressão do mesmo diminui a qualidade e rapidez da resposta a um número elevado de utentes, agravado pelo facto dos hospitais privados também não disporem daquele serviço nocturno e de fim-de-semana”.

Para o PSD, esta situação é tanto mais grave já que “são inúmeras as pessoas, que em situação de pandemia, têm receios acrescidos em se dirigirem ao hospital, nomeadamente ao serviço de urgências, aumentando, assim, ainda mais as suas fragilidades”.

Os deputados sustentam que “as ecografias são inócuas nas doses utilizadas em diagnóstico, de grande acessibilidade, com grande valor na relação custo/benefício, sem desconforto ou efeito nocivo para o paciente e permite detectar lesões focais ou difusas em órgãos como o fígado, pâncreas, baço, rins, próstata, mama e tiroide, entre outras”.

Consideram, por isso, “inadmissível que o Hospital de Braga não possua o referido serviço nocturno, menos de um ano depois da passagem do Hospital de Braga para o modelo EPE”.

“A aparente degradação da qualidade do serviço nesta sua nova gestão, contrasta com a qualidade dos serviços prestados às populações minhotas enquanto a gestão assentava numa parceria público-privada, que foram sempre de excelência e reconhecidos nos rankings da saúde”, afirmam, referindo que “é duvidoso que a mudança de gestão tenha proporcionado ganhos para o erário público”, referem.

O Hospital de Braga é um hospital de central e de referência na região, que serve uma população superior a 1,2 milhões de habitantes e recebe doentes dos hospitais de Viana do Castelo, Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

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