O psiquiatra e poeta bracarense Rui Lopes prepara-se para lançar o seu quarto livro de poesia, intitulado “Borbolet(r)as e suas metá(foras)morfoses”, que chega às principais livrarias do país no próximo dia 7 de abril, com edição da Idioteque.
A nova obra reforça a ligação entre a prática clínica e a criação literária, num percurso em que o autor tem vindo a integrar, por vezes, a poesia como ferramenta terapêutica complementar nas suas consultas de psiquiatria — uma abordagem que designa como “poetoterapia”, com o objetivo de estimular os doentes a desenvolverem uma vida emocional e existencial mais rica.
Descrito como um livro que explora a metamorfose do existencialismo através da imaginação, “Borbolet(r)as e suas metá(foras)morfoses” apresenta uma multiplicidade de vozes e “eus” poéticos, que se manifestam em diálogos, monólogos e interpelações dirigidas a um coletivo simbólico.
A obra percorre diferentes camadas temáticas, onde elementos da natureza — como carvalhos, insetos, animais e rios — compõem um cenário metafórico que serve de pano de fundo à reflexão interior. No centro da narrativa poética surge a figura da “Borbolet(r)a”, entendida como símbolo de transformação, numa escrita que oscila entre o íntimo, o espiritual e o catártico.
Segundo Rui Lopes, “a grande temática é a metamorfose do Eu poético — um Eu em permanente movimento espiritual, empenhado numa busca contínua de reencontro e reconexão com um mundo exterior (e interior) em constante transformação”. O autor acrescenta que valores como o amor, a natureza, a ética e o humanismo funcionam como “mapas” nesse processo de ressintonização.
Para a editora, a obra posiciona-se “no limiar entre a dor e o esplendor, entre a queda e o voo, entre a pergunta e a epifania”, sublinhando a dimensão reflexiva e sensorial do livro.
Natural de Braga, Rui Lopes é médico psiquiatra, licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e especialista em Psiquiatria e Saúde Mental. Exerce atividade clínica no Hospital Lusíadas, em Braga, e na Clínica São Sebastião, em Ponta Delgada, além de desenvolver trabalho académico.
Antes deste lançamento, publicou “Flor” (2019), “O Cântico do Cisne na Alvorada” (2020) e “Cintilar” (2024), consolidando um percurso literário marcado pela interseção entre ciência, introspeção e linguagem poética.
Com este novo livro, o autor aprofunda a relação entre poesia e autoconhecimento, propondo uma leitura que convida à reflexão sobre identidade, transformação e sentido da experiência humana.




