A Polícia de Segurança Pública deteve 22 pessoas por furto em interior de residência no primeiro trimestre do ano, período em que foram registados 1.125 crimes desta natureza. Apesar da redução das ocorrências, a força de segurança sublinha que este tipo de criminalidade “continua a ser uma preocupação permanente”.
Em comunicado divulgado esta terça-feira, a PSP indica que as detenções aumentaram ligeiramente face ao mesmo período de 2025 — mais uma — enquanto os crimes registados diminuíram cerca de 10%, o que corresponde a menos 122 ocorrências.
Do total de ilícitos, destacam-se menos 85 casos de furtos com arrombamento, escalamento ou recurso a chaves falsas, bem como menos 37 situações sem recurso a esses meios.
Ainda assim, a PSP reforça que o furto em interior de residência permanece uma prioridade ao nível da prevenção e investigação, tendo em conta o impacto direto no sentimento de segurança da população. “Para além de lesar o património, origina no proprietário um sentimento de violação da sua privacidade”, refere a polícia.
A força de segurança acrescenta que mantém especial atenção a este fenómeno, dada a sua relevância social e a perceção de insegurança que pode gerar entre os cidadãos.
No mesmo comunicado, a PSP deixa um conjunto de recomendações preventivas, aconselhando a população a trancar sempre portas e janelas quando se ausenta, assegurar o fecho de acessos a garagens, evitar divulgar rotinas ou períodos de ausência nas redes sociais e não guardar grandes quantias de dinheiro em casa. A utilização de cofres para objetos de valor e a manutenção de sinais de presença, como iluminação ou roupa estendida, são também apontadas como medidas dissuasoras.



