O Pandemónio’s Jazz Fest leva a Braga, entre esta sexta-feira e domingo, algumas das vozes mais vibrantes do jazz nacional e internacional, com uma nova edição que abre com a cantora brasileira Quésia Carvalho e o seu quarteto.
Mais do que um festival, o Pandemónio’s Jazz Fest afirma-se como um projeto de articulação em rede, com destaque para a parceria com a JAM – Jazz do Minho, responsável por dar visibilidade a talentos locais emergentes.
De acordo com a organização, “esta dinâmica tem deixado um impacto profundo” na formação de novos públicos e no desenvolvimento do jazz em Braga, razão pela qual o evento conta, pela quarta vez consecutiva, com o apoio do município de Braga, a que se junta este ano o apoio da DGArtes.
“Assumindo o desafio de aproximar o jazz de diferentes públicos, o festival procura desfazer a ideia de que este género musical é um território hermético, promovendo um diálogo estreito entre o jazz e a comunidade”, diz a organização.
Assim, a programação convoca projetos que, tal como a visão artística do festival, procuram romper fronteiras estéticas, colocando lado a lado vozes emergentes e nomes já consolidados. “O resultado é uma experiência musical que valoriza tanto o risco criativo como a diversidade de linguagens.”
PROGRAMA PRÉ-FESTIVAL
O Pandemónio’s Jazz Fest 2025 abre-se à cidade ainda antes do arranque oficial dos concertos, promovendo diversas ações de sensibilização em contexto escolar, em parceria com a Escola de Jazz de Braga.
Estas iniciativas (Concerto-Palestra e Jazz no Intervalo), pensadas para aproximar os jovens do jazz no seu quotidiano, “contribuem para o reconhecimento deste género como linguagem artística fundamental”.
“Ao cruzar instituições culturais com a rede de escolas públicas locais, o festival incentiva as novas gerações a tornarem-se não apenas espectadores, mas também criadores e pensadores, reforçando a sua dimensão formativa e o posicionamento internacional de Braga como cidade de referência cultural”, afirma a autarquia em comunicado.
PROGRAMA PRINCIPAL
O festival arranca oficialmente na sexta-feira, no Auditório S. Frutuoso, com o concerto do Quésia Carvalho Quarteto (21h15), em estreia e com curadoria da JAM – Jazz do Minho.
Segue-se a energia dos GARFO (22h45), que em 2024 lançaram o álbum Órdia (Robalo), marcado pela improvisação livre. A noite termina no espaço Sé la Vie, parceiro da iniciativa, com uma Jam Session (00h00).
Em cada noite, a JAM – Jazz do Minho é responsável por escolher o grupo que dá o mote inicial, transformando a sessão num ponto de encontro aberto a todos os que queiram subir ao palco e partilhar música.
No sábado, a música começa às 18h30 com o Rogério Francisco 4tet, que prepara o lançamento do novo disco If Morning Could Speak.
Seguem-se, no Auditório S. Frutuoso, os AXES (21h15), cujo mais recente álbum Hexagon foi nomeado para os Prémios Play 2024, e o Tommaso Perazzo Trio (22h45), formação que reúne músicos da vibrante cena nova-iorquina.
À meia-noite, o Sé la Vie volta a acolher mais uma Jam Session, novamente inaugurada pela escolha da JAM – Jazz do Minho.
O encerramento do festival acontece no domingo, com o João Nuno Lopes Quartet (18h30), em estreia, e com o concerto de Mané Fernandes (21h15), no Auditório S. Frutuoso, apresentando o seu aclamado Matriz Motriz (2023), trabalho que cruza jazz, hip-hop, soul e música minimalista.
ATIVIDADES PARALELAS
Paralelamente, realiza-se o Jazz Music Market, no espaço PISO (casa da Plataforma do Pandemónio, no Largo da Sé, em frente ao Auditório). O mercado está aberto na sexta-feira e sábado, das 16h00 às 00h00, e no domingo, das 15h00 às 22h00.
Aqui é possível descobrir editoras independentes nacionais de jazz, com os seus lançamentos e publicações mais recentes, promovendo o contacto direto entre público, músicos e estruturas editoriais.



