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Refletindo sobre a indicação de Rui Silva e José Morais para as listas de deputados

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Às portas das férias, os partidos estão a ultimar as suas listas de candidatos à Assembleia da República.

Localmente, o PSD e o PS já concluíram o processo de decisão nas respetivas estruturas concelhias.

Impõe-se, nesta fase, uma análise política sobre as escolhas e os termos em que elas aconteceram e, se possível, tentar antecipar algumas consequências.

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Rui Silva e Martinha Soares, por esta ordem, foram os escolhidos.

Esta é, essencialmente, uma vitória retumbante de Rui Silva, já que, não sendo membro da Comissão Política e – sublinhe-se a presunção de inocência – tendo um processo de acusação no âmbito da privatização da EPATV, conseguiu vencer a nomeação face a Martinha Soares (uma histórica do PDS local) e Filipe Lopes.

Do que foi possível apurar, para a escolha do primeiro indicado Rui Silva obteve 9 votos, Martinha Soares 5 e Filipe Soares 2. Posteriormente, Martinha Soares terá vencido a votação para a indicação do segundo elemento. Considerando as circunstâncias em que ocorreu a votação, Rui Silva vê reforçado o seu papel interno pelos seus companheiros de partido e ganha um novo fôlego, passando a ser uma hipótese para as autárquicas de 2021.

Quanto ao PS de Vila Verde, José Morais foi o indicado, por unanimidade, numa votação em que participaram 36 dos 41 elementos da Comissão Política.

Esta circunstância tem sido lida como um voto de confiança no líder local que, assim, vê o seu trabalho, enquanto líder da oposição, reconhecido e valorizado pelos seus camaradas de partido.

A questão que agora se coloca é saber se José Morais aceitará ou não esta designação.

Se José Morais aceitar integrar a lista de deputados, verá reforçada a sua visibilidade e poderá desenvolver trabalho em Lisboa a favor do concelho, aproveitando a expectável vitória socialista nas legislativas e a consequente ligação ao governo da nação.

Contudo, Morais poderá sacrificar-se e declinar a indicação para deputado para se dedicar ao combate político local.

Seriam dois caminhos distintos para um mesmo objetivo: preparar o PS de Vila Verde para uma candidatura forte à Câmara em 2021.

Concluindo, Rui Silva e José Morais são vencedores nesta primeira fase de um processo que passará pelas legislativas de outubro e que poderá terminar nas autárquicas de 2021.

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