O ano de 2026 deverá trazer uma desaceleração da inflação para 2,1% e um novo alívio no IRS, mas isso não impedirá uma subida generalizada dos preços em vários bens e serviços essenciais para as famílias portuguesas.
Entre os principais aumentos previstos estão as rendas da habitação, que vão subir 2,24%, as portagens, com uma atualização média de 2,29%, e os bilhetes de transportes, nomeadamente nos comboios da CP e nos títulos ocasionais dos transportes públicos urbanos. As telecomunicações também acompanham a inflação, com aumentos anunciados pelas principais operadoras.
Na energia, a eletricidade ficará cerca de 1% mais cara no mercado regulado, enquanto no mercado liberalizado algumas comercializadoras anunciam ligeiras descidas. A água deverá igualmente registar agravamentos, dependentes das decisões municipais, e o gás natural mantém os aumentos já aplicados em 2025.
No cabaz alimentar, carne e peixe deverão subir cerca de 7%, segundo o setor da distribuição, enquanto o pão terá apenas um aumento ligeiro, abaixo da inflação. Já os medicamentos até 30 euros não vão sofrer alterações de preço no próximo ano.
Também os CTT vão atualizar tarifas, com um aumento médio superior a 6%, e regressam as comissões de amortização antecipada no crédito à habitação a taxa variável. Em contrapartida, mantêm-se os preços dos principais passes mensais de transportes e a estabilidade no custo de muitos medicamentos.
Apesar do contexto de inflação mais controlada, 2026 será marcado por um impacto significativo no orçamento das famílias, sobretudo nas despesas fixas com habitação, mobilidade e serviços essenciais.



