A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apelou esta terça-feira à precaução das populações que vivem em zonas ribeirinhas e áreas suscetíveis a inundações, face à manutenção de caudais elevados em vários rios do país.
Segundo a Proteção Civil, os rios Mondego, Tejo, Sorraia, Vouga, Águeda e Sado continuam a apresentar risco significativo de inundação. Já os rios Minho, Lima, Cávado e Ave permanecem sob “apertada vigilância”, devido à possibilidade de rápidas subidas do nível da água.
Em conferência de imprensa, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, admitiu que existe risco de rompimento de diques no rio Mondego, tendo sido já implementadas medidas preventivas, nomeadamente a evacuação e retirada de pessoas com dificuldades de mobilidade nas zonas mais vulneráveis.
O responsável pediu “particular atenção aos rios com escoamentos rápidos e sem campos agrícolas próximos”, sublinhando que nestas situações “a subida do caudal é mais acentuada e mais difícil de prever”.
Atualmente, encontram-se ativados 12 planos distritais de emergência e proteção civil, 125 planos municipais, bem como 15 declarações de situação de alerta.
Mantém-se igualmente em vigor o Plano Especial de Emergência da Bacia do Tejo no nível vermelho.
14.325 OCORRÊNCIAS
De acordo com os dados divulgados pela ANEPC, foram registadas até ao momento 14.325 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa, mobilizando 49.315 operacionais e 19.887 meios terrestres.
A região de Coimbra e Figueira da Foz é, neste momento, a que mais preocupa as autoridades, devido ao risco de colapso dos diques do rio Mondego e à possibilidade de alagamento de áreas habitacionais e agrícolas.
A Proteção Civil recomenda à população que evite deslocações desnecessárias em zonas inundáveis, acompanhe as informações oficiais e cumpra as orientações das autoridades locais.



