O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia condenou veementemente, este sábado, a operação militar em larga escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Em comunicado oficial, o Kremlin classificou a ação como um “ato de agressão armada” e expressou profunda preocupação com a estabilidade regional.
Segundo a diplomacia russa, os pretextos utilizados por Washington para justificar os ataques são “insustentáveis”. “Neste caso, a animosidade ideológica prevaleceu sobre o engajamento pragmático e a vontade de construir relações baseadas na previsibilidade”, afirmou o ministério.
Moscovo reiterou que a América Latina deve permanecer uma “zona de paz” e que o povo venezuelano tem o direito soberano de decidir o seu próprio destino sem intervenção externa.
A reação russa surge poucas horas após o Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar que forças americanas realizaram ataques contra alvos estratégicos e capturaram o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. A operação ocorre num contexto de meses de escalada de tensões, com os EUA a acusarem o governo de Maduro de “narcoterrorismo”.
APELO À ONU
Além da condenação formal, a Rússia juntou-se ao pedido da Venezuela para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Konstantin Kosachev, vice-presidente do Conselho da Federação da Rússia, afirmou no Telegram que a operação “viola claramente o direito internacional” e que a “maioria global” se distanciará deste ataque.



