ESTA SEXTA-FEIRA - Saúde e Educação deverão ser as áreas mais afectadas pela greve na função pública

ESTA SEXTA-FEIRA -
Saúde e Educação deverão ser as áreas mais afectadas pela greve na função pública

Os funcionários públicos cumprem, esta sexta-feira, uma greve nacional, que deverá ter maior impacto nas áreas da saúde, finanças e educação, podendo até levar ao encerramento de algumas escolas.

Relativamente ao protesto, onde estão envolvidos os sindicatos da CGTP e da UGT, está o facto de o Governo prolongar o congelamento salarial por mais um ano, limitando-se a aumentar o nível remuneratório mais baixo da administração pública, de 580 para 635,07 euros, na sequência de um aumento do salário mínimo nacional para os 600 euros.

A paralisação, que começou por ser marcada há cerca de um mês pela CGTP, surgiu numa altura em que o Governo ainda poderia apresentar uma proposta de aumentos generalizados para a função pública, algo que não chegou a acontecer. Já a FESAP e a FNE, filiadas na UGT, marcaram posteriormente greve para a mesma data e pelos mesmos motivos.

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PRÉ-AVISO DE GREVE PARA QUINTA-FEIRA

A FESAP e FNE emitiram igualmente um pré-aviso de greve para quinta-feira, para assim dar cobertura legal a quem queira participar numa concentração que vão promover ao início da tarde em Lisboa, em frente ao Ministério das Finanças.

Nesta acção, que contará com a presença do secretário-geral da UGT, será aprovada uma resolução para entregar no Ministério das Finanças.

«ELEVADA ADESÃO NA EDUCAÇÃO E SAÚDE»

O secretário-geral da FESAP, José Abraão, informou que «a greve deverá ter uma elevada adesão, sobretudo na educação, na saúde e nos bombeiros, porque os trabalhadores não aceitam mais um ano sem aumentos e exigem uma negociação séria, com compromissos claros».

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, revelou à Lusa que acredita que esta greve vai ter «uma grande adesão, pois os trabalhadores da administração pública estão muito mobilizados e existe maior unidade do que nas greves anteriores, concretizadas nesta legislatura», referindo-se à adesão de sindicatos de médicos e de enfermeiros.