O Tribunal da Relação do Porto absolveu, esta quarta-feira, o presidente do SC Braga, António Salvador, e o ex-presidente do Vitória SC, Júlio Mendes, do crime de falsificação de documentos no âmbito da chamada Operação Éter, decisão que abrange também os respetivos clubes.
Os dois dirigentes tinham sido condenados em primeira instância, no Tribunal de São João Novo, a penas de um ano e três meses de prisão, suspensas por igual período. Com a nova decisão, foram ilibados de todas as acusações relacionadas com falsificação.
No mesmo processo, o tribunal reduziu a pena aplicada ao antigo presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte, Melchior Moreira, que havia sido condenado a sete anos de prisão em setembro de 2024. Apesar de o absolver de vários crimes — incluindo falsificação de documento, recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio e peculato de uso —, a Relação considerou provados 17 crimes de abuso de poder, fixando a pena em quatro anos e meio de prisão efetiva.
Já a empresária de comunicação Manuela Ferreira viu a pena fixada em três anos de prisão, suspensa na sua execução. O tribunal revogou ainda a decisão que determinava a perda de mais de 400 mil euros a favor do Estado, absolvendo-a desse pedido.
A decisão do Tribunal da Relação do Porto altera assim de forma significativa o desfecho do processo da Operação Éter, mantendo apenas condenações por abuso de poder no caso do principal arguido.



