A Europa Ocidental prepara-se para enfrentar uma semana de calor extremo, com Portugal e Espanha entre os países mais afetados por uma onda de calor precoce que poderá levar os termómetros a valores recorde para o mês de maio.
Segundo avança o POLITICO, algumas regiões portuguesas poderão aproximar-se dos 40 graus Celsius nos próximos dias, enquanto no sul de Espanha são esperadas temperaturas máximas de até 38 graus. Também França, Bélgica e Reino Unido deverão registar valores muito acima da média habitual para esta época do ano.
Em França, a agência meteorológica nacional alertou para uma “onda de calor precoce, notável e duradoura”, prevendo temperaturas até 12 graus acima da média sazonal. Várias cidades francesas poderão mesmo bater recordes históricos de temperatura para maio.
É o caso de Nantes, onde os termómetros poderão atingir os 35 graus esta segunda-feira, ultrapassando o anterior recorde mensal registado em 2017.
No Reino Unido, a agência meteorológica britânica classificou o fenómeno como uma “onda de calor notável”, antecipando máximas até 33 graus. O cenário levou já à emissão de alertas de saúde em várias regiões de Inglaterra, em vigor até quarta-feira.
Londres encontra-se sob alerta laranja, um nível que indica possíveis impactos significativos nos serviços de saúde e assistência social, além de aumento do risco de mortalidade entre idosos e pessoas vulneráveis.
Na Bélgica, as temperaturas poderão atingir os 31 graus, enquanto em Espanha foram emitidos alertas amarelos em várias zonas do norte do país.
Especialistas explicam que o fenómeno resulta de uma chamada “cúpula de calor”, situação em que uma massa de ar quente fica retida sob um sistema de alta pressão atmosférica. Segundo a Météo-France, o ar quente proveniente do norte de África ficou aprisionado sobre a Europa Ocidental, criando um efeito semelhante ao de uma tampa sobre uma panela, que impede a dissipação do calor.
A agência meteorológica francesa alerta ainda que episódios deste género deverão tornar-se mais frequentes devido às alterações climáticas. “Esperamos ver estas ondas de calor com mais frequência”, indicou a entidade, sublinhando que os fenómenos tenderão a surgir mais cedo no ano e com maior intensidade.
Portugal deverá estar entre os países mais afetados por esta primeira grande vaga de calor intenso do ano na Europa Ocidental.



