O candidato da CDU à Câmara de Vila Verde, Sérgio Sales, assegura que a candidatura que lidera pretende «ser uma força de proximidade, de respeito e de trabalho», propondo-se a «insistir e potenciar o esforço junto do poder central para a concretização das obras que lhe são tuteladas e concretizar as que são do domínio do município e que têm tanto de necessárias como de tardias para o concelho».
De forma resumida, quais são as principais prioridades da candidatura?
As prioridades começam desde logo pelo mais essencial: saneamento básico, recolha do lixo e o acesso à água. Em síntese, o saneamento básico, que por si se auto intitula, precisa de ação e menos de saneamento de papel feito no último semestre. É uma infraestrutura essencial para a dignidade e para a gestão de resíduos, que tarda por demais em Vila Verde.
A recolha do lixo, ainda que tenha mudado de operador e que seja necessário tempo para avaliar a sua prestação, perde quando não é eficaz, quando permite a acumulação de resíduos no bem comum, e permite uma subalternização, não ao poder municipal, mas a outros, como vimos no passado recente.
No caso do acesso à água, é necessária uma avaliação séria, que permita verificar o estado da rede, das suas capacidades, e uma remodelação da infraestrutura que claramente se encontra defeituosa.
Não fosse a ausência destas estruturas básicas e as prioridades seriam outras. No entanto, propomos a criação de um espaço de criação cultural, que detenha salas de ensaio de música, estúdio de gravação, atelier de pintura e, naturalmente, de olaria e outras vertentes artísticas. Um projeto que torne Vila Verde um concelho verde, sustentável, ecológico. Que trate das margens dos seus rios, que olhe devidamente para o passivo ambiental dos Carvalhinhos (as lagoas) – sim, são já décadas, mas insistimos.
O que é mesmo imprescindível fazer em Vila Verde no próximo mandato?
Imprescindível, cremos, que, no meio de tanto problema, as acessibilidades que criam tanto constrangimento aos vilaverdenses seja uma delas. Desde logo a construção da variante, os acessos às zonas industriais, a garantia de transporte público eficaz e a custos reduzidos que inclua ligações aos concelhos vizinhos. A par disso, uma verdadeira avaliação das possibilidades e condicionamentos na mobilidade suave, seja para fins recreativos ou para deslocações diárias (casa – trabalho/escola), e que esta esteja conectada à restante rede. A CDU irá, como tem feito ao longo dos anos, insistir e potenciar o esforço junto do poder central para a concretização das obras que lhe são tuteladas e concretizar as que são do domínio do município e que têm tanto de necessárias como de tardias para o concelho.
Se for eleito, qual será a primeira medida a tomar?
Diria que a primeira medida a tomar será conhecer a fundo as contas da Câmara, dos contratos feitos, das promessas dadas, do legado que me será deixado pelos meus antecessores. Após isso, certamente dar prioridade aos pontos que referi nas questões anteriores.
Por que devem os vilaverdenses votar em si?
Os vilaverdenses, antes de tudo, não irão apenas votar em mim. Votam, sim, num projeto, num programa e numa equipa multifacetada, que acumula no seu seio trabalho, honestidade e competência. A CDU é um projecto que tem provas dadas no poder local em vários pontos do país e que em todos carimba esse desígnio. A minha promessa pessoal não é que irei resolver todos os problemas sozinho. Mas assumo pessoalmente que contarei desde logo com a minha equipa com as contribuições positivas das restantes forças políticas, dos presidentes de Junta que detêm o conhecimento da proximidade e, naturalmente, da população, que, essa sim, é detentora e melhor conhecedora das suas necessidades. A candidatura da CDU irá ser uma força de proximidade, de respeito e de trabalho.



