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Sindicato de Poesia apresenta recital de bolso ‘Nunca foi tão depressa noite neste bairro’ para ouvir em casa

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Em tempos de recolhimento e distanciamento social o Sindicato de Poesia apresenta um recital de bolso para usar em casa: “Nunca foi tão depressa noite neste bairro”.

Uma sessão poética sonora, que mistura as palavras dos poetas com sons do quotidiano de um mundo que continua a girar, mas que por estes dias anda certamente mais silencioso.

Um recital que numa noite qualquer imaginária, coloca o Sindicato numa praça esvaziada de gente e de tempo, que o senta num dos bancos da praça e o faz olhar em volta. Que o leva citar poemas e poetas que tem tatuados nos braços e, por momentos, por trinta minutos, o corpo da praça volta a ser povoado, torna a ser livro e viagem, versos e sons, sombras e fantasmas.

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Este recital está disponível em streaming e para download aqui:

https://soundcloud.com/sindicato-de-poesia

http://sindicatodepoesia.blogspot.com

https://www.facebook.com/SindicatoDePoesia

POEMAS

Caminha para dentro dos cercos de Daniel Faria dito por Ana Arqueiro e com voz de Giuseppe Pirisi

[Som de Daria Corrias gravado durante a quarentena em Roma, Itália 2020:

https://fieldrecordings.xyz/2020/03/16/terrace-rome-italy-during-the-lockdown-by-daria-corrias/]

Poema quotidiano de Ruy Belo dito por Fernando Coelho

O Guardador de Rebanhos – XXI de Alberto Caeiro dito por Daniel Pereira

[início de] Lusitânia no Bairro Latino de António Nobre dito por António Durães

Hino à Razão de Antero de Quental dito por Daniel Pereira

Notícia de Mário Cesariny dito por Sofia Saldanha

Meditações numa emergência de Frank O’Hara dito por Marta Catarino

Tradução de Marta Catarino

Oh as casas as casas as casas de Ruy Belo dito por Manuela Martinez

Amavam-se ambos muito. – Ela à noite roubava de Fradique Mendes (Jaime Batalha Reis) dito por Sofia Saldanha

Com um brilhozinho nos olhos de Sérgio Godinho dito por Ana Gabriela Macedo

Cinco Horas de Mário de Sá-Carneiro dito por Eduardo Jorge Madureira

Esplanada de Manuel António Pina dito por Gaspar Machado

Selecção de textos: Sindicato de Poesia. Produção e Sonorização: Sofia Saldanha. Agradecimentos: Daria Corrias [Rai Radio 3 | Tre Soldi], Giuseppe Pirisi e Rádio Universitária do Minho (João Rebelo)

MENSAGEM DO SINDICATO

O Sindicato de Poesia é uma Associação Cultural que desde Outubro de 1996 trabalha o acto performativo de dizer poesia.

Há um ano, nas comemorações do Dia da Poesia, o Sindicato estava na sua cidade natal [Braga], em quatro locais distintos e em quatro horários sequenciais, multiplicando-se em quatro recitais, somando quase quatro horas de poesia celebratória.

Este ano os acontecimentos que todos lamentamos, impediu-nos de estar na Biblioteca de Ponte de Lima e no Mosteiro de Tibães.

Também por isso estamos aqui. Num outro formato, com alguns dias de atraso, mas presentes”.

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