O SPLIU anunciou uma greve nacional dos docentes da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico para o próximo dia 15 de junho, em protesto contra o atual calendário escolar e as condições de trabalho dos professores em regime de monodocência.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o sindicato acusa o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de ignorar reivindicações apresentadas desde o início do mandato do atual Governo, nomeadamente a harmonização do calendário escolar destes níveis de ensino com o dos restantes anos sem exames nacionais, bem como a adoção de medidas para minimizar os efeitos das alterações climáticas nas salas de aula.
Segundo o SPLIU, foram enviadas duas missivas ao ministro da Educação em agosto de 2025, sem que tivesse existido qualquer resposta por parte da tutela. Perante a ausência de desenvolvimentos, o sindicato avançou, em outubro, com duas petições dirigidas à Assembleia da República: uma sobre a alteração do calendário escolar e outra relacionada com a climatização e requalificação das salas de aula.
As petições foram discutidas numa audição na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, a 3 de março, mas o sindicato considera que não houve respostas concretas às reivindicações apresentadas.
O protesto de 15 de junho conta com o apoio do Movimento de Professores em Monodocência (MPM), estrutura com a qual o SPLIU estabeleceu contactos após verificar que existia uma petição semelhante já entregue no parlamento.
Além da questão do calendário escolar, o sindicato reivindica “equidade entre todos os docentes do ensino não superior”, defendendo igualdade ao nível dos horários de trabalho, reduções da componente letiva e condições de carreira.
No comunicado, o SPLIU critica ainda o alargamento das funções atribuídas aos docentes, considerando que educadores e professores “não são mediadores ou assistentes sociais” e rejeitando que a função social da escola recaia sobre os profissionais de ensino.
O sindicato e o MPM admitem ainda promover uma concentração nacional de docentes em Lisboa no próprio dia da greve.



