O número de mortos provocados pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de junho subiu para 2.295, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelas autoridades do país. Há ainda 10.571 feridos e milhares de pessoas continuam desaparecidas, enquanto prosseguem as operações de busca e salvamento.
Perante a dimensão da tragédia, o presidente da Venezuela, Nicolás Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional.
“A alma da Venezuela está dilacerada pelas perdas humanas causadas por estes terramotos devastadores. Em homenagem à memória das vítimas, decidi declarar sete dias de luto nacional, a partir das 18h00 de hoje”, escreveu o chefe de Estado nas redes sociais.
Entre as vítimas mortais encontram-se pelo menos 71 cidadãos portugueses e lusodescendentes. As autoridades referem ainda que outros 71 portugueses e lusodescendentes permanecem desaparecidos ou incontactáveis.
Em sinal de solidariedade para com as vítimas e as suas famílias, Portugal decretou luto nacional, a cumprir no próximo domingo.
Os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, tendo sido seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As equipas de emergência continuam as operações de busca nas zonas mais afetadas, embora as autoridades reconheçam que as possibilidades de encontrar sobreviventes diminuem com o passar dos dias.
Os sismos provocaram ainda danos extensos em infraestruturas, habitações e serviços essenciais, deixando milhares de pessoas desalojadas e agravando a situação humanitária em várias regiões do país.



